Os médicos da rede pública paralisarão as suas atividades por 24 horas nesta terça-feira (23), reivindicando a falta de condições de trabalho e ações do governo federal para a categoria, sobretudo, a Medida Provisória - MP nº 621, que permite a contratação de médicos estrangeiros sem o exame de validação do diploma - Revalida.
Apenas os atendimentos de urgência e emergência serão feitos no período. A paralisação deverá ocorrer também nos dias 30 e 31 deste mês, numa estratégia de desgastar o governo evitando que a opinião pública não fique contra a categoria.
O presidente do Conselho Federal de Medicina - CFM, Roberto d'Ávila, disse que os médicos não se negam a trabalhar nos locais mais afastados. Mas falta condições de trabalho e uma carreira de Estado que estimule os profissionais. Sobre a MP 621, ele ainda ressaltou: "trazer médico estrangeiro sem revalidar o diploma é passar por cima da autonomia universitária. Essa MP tem inúmeras inconstitucionalidades".
Sob o apoio da OAB-PE, os médicos são auxiliados a entenderem o sistema jurídico das medidas adotadas pelo Governo e questionar a constitucionalidade das mesmas.
"O Governo não discute a real situação do SUS. Também foi aprovado uma carta aberta à população para informar o que acontece com a categoria", disse Mário Jorge Lobo (Presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco).
Por Adriano Monteiro
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