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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Governo de Pernambuco proíbe festas e shows a partir desta terça-feira (08.12)

Medida inclui a proibição de festas de Natal e de Réveillon, com ou sem cobrança de ingresso. A exceção fica para eventos sociais que respeitem os protocolos


Fotos: Pedro Menezes/SEI

O Governo de Pernambuco, após análise do Gabinete de Enfrentamento à Covid-19, anunciou, nesta segunda-feira (07.12), a proibição de shows, festas e similares, com ou sem cobrança de ingresso, independente do número de participantes. Casamentos, formaturas e eventos sociais semelhantes são exceções, e poderão ser realizados, desde que cumpram os protocolos.

A medida, que teve como base o atual momento epidemiológico, vale para todo o Estado, e inclui a proibição de shows e festas em comemoração ao Natal e Réveillon, realizados em espaços públicos ou privados, como condomínios, clubes, hotéis e estabelecimentos afins, com ou sem cobrança de ingresso. O decreto entra em vigor a partir desta terça (08.12), quando será publicado no Diário Oficial do Estado.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, Pernambuco fechou a semana epidemiológica (SE) 49, no último sábado (05.12), com alta nos indicadores de solicitações de UTI, casos de SRAG, além de aumento nas taxas de ocupação dos leitos, o que configurou a semana como a 3ª seguida com aumento dos patamares epidemiológicos. Na SE 49, houve aumento de 5,6% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, suspeitos para a Covid-19, na comparação com a SE 48, e de 18% em relação à SE 47.

“Intensificamos a fiscalização no último fim de semana e constatamos o descumprimento dos protocolos em alguns bares, restaurantes e clubes que promoveram festas e shows. A fiscalização, a partir de hoje, será ainda mais intensa, para coibir as situações de descumprimento dos protocolos e também para conscientizar a população”, explicou o secretário. No último final de semana, o PROCON Estadual, em ação conjunta com a Polícia Militar, Bombeiros e Brigada Ambiental, vistoriou 16 estabelecimentos, chegando a interditar ou notificar sete deles. “Se continuarmos a ver a recorrência do descumprimento de protocolos, ações mais duras poderão ser adotadas nestes setores de lazer e entretenimento”, advertiu Longo.

O secretário de Saúde lembrou ainda que, diante do aumento das taxas de ocupação, o Governo do Estado vem trabalhando para abrir novos leitos. “Em menos de um mês, já reativamos 150 leitos – os últimos 20, inclusive, foram abertos nesta segunda-feira na Maternidade Brites de Albuquerque”, concluiu.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Governo de Pernambuco faz balanço dos 30 dias do "novo normal"

Economia do Estado aponta sinais animadores de recuperação após implantação total do Plano de Convivência com a Covid-19

Foto: Ashlley Melo

O Governo de Pernambuco apresentou, nesta quinta-feira (03.12), um balanço dos 30 dias da implantação total do Plano de Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, os números apontam que a economia está em processo de recuperação no Estado. Pernambuco está há cinco meses consecutivos em crescimento, tanto no Índice do Banco Central (IBC-Br), como nos dados do PIB divulgados pela Agência Condepe Fidem. Também foi registrada a criação de 52 mil vagas de emprego, o melhor desempenho do Norte e Nordeste.

“Conseguimos, mesmo em um ano difícil, anunciar a atração de investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões para Pernambuco. O governador Paulo Câmara determinou que, mesmo com todo cuidado com a pandemia e a saúde das pessoas, nosso time não deixasse de cuidar da atividade econômica para gerar oportunidades, emprego e renda para a população”, pontuou Schwambach.

O Plano de Convivência foi elaborado levando em consideração o risco que a volta das atividades poderia trazer dentro do nível de contágio da pandemia. O Gabinete de Enfrentamento ao Novo Coronavírus elaborou um protocolo geral de funcionamento e alguns protocolos específicos por setor, sempre com três eixos de atuação: distanciamento social, higiene, e comunicação e monitoramento. "Foi neste momento que implantamos a obrigatoriedade de uso de máscaras, o distanciamento nas filas, a higienização das mãos e a etiqueta respiratória. Enfim, todos os itens necessários para que as pessoas pudessem voltar a trabalhar, produzir, gerar renda e recuperar a atividade econômica do Estado", explicou o secretário.

O secretário Bruno Schwambach falou sobre a possibilidade de aumento de público para eventos e destacou também a missão do Plano de Convivência, que é organizar a volta das atividades sempre com cautela, levando em consideração os índices da pandemia. “Nossa expectativa era a de flexibilizar e liberar uma carga maior para o setor de eventos, a partir desta primeira semana de dezembro, mas os números apresentados recomendam uma cautela maior neste momento. Por isso, para a semana que começa na próxima segunda-feira, dia 07, vamos ficar com a carga que está estabelecida, atualmente, de no máximo 300 pessoas”, concluiu.

NÚMEROS DA SAÚDE - Na análise da Semana Epidemiológica 48, encerrada em novembro, assim como aconteceu em outubro, o Estado terminou o mês melhor do que começou em relação aos casos graves suspeitos para a Covid-19, com uma queda de 5,4% entre as semanas 45 e 48.

A 3ª macrorregião, cujas Gerências Regionais de Saúde são a 6, 10 e 11, com sedes em Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, foi a única com registro de queda, com oscilações negativas de 7% nas últimas duas semanas de novembro. “Até agora, as oscilações não configuram uma segunda onda, mas merecem a atenção e o reforço na adoção dos cuidados por parte de todos. O Governo do Estado vai continuar monitorando os dados com transparência e não iremos nos furtar a tomar medidas mais rígidas caso os adoecimentos e casos graves apresentem uma tendência clara e permanente de crescimento”, destacou o secretário de Saúde, André Longo.

TESTES - O secretário lembrou que, no início da pandemia, por conta da escassez global dos testes, o Governo do Estado deu prioridade à testagem dos casos graves e dos óbitos. “O aumento de casos relatado na emergência de alguns serviços de saúde ao longo das últimas semanas e a elevação dos registros de notificação nos últimos dias têm relação direta com a elevação no número de casos leves que, por sua vez, está vinculada ao aumento de testagem. Desde o final de agosto, a testagem foi ampliada para todos os casos, mesmo que leves, e até mesmo assintomáticos, desde que contactantes domiciliares de pessoas que testaram positivo”, acrescentou Longo.

No começo do ano, o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) processava 70 amostras por dia. Hoje, após o investimento do Governo de Pernambuco na modernização do Parque Tecnológico, esse número saltou para cinco mil.

Atualmente, em Pernambuco, 77% dos exames de RT-PCR, padrão-ouro na detecção do novo coronavírus, foram processados pelo SUS, seja no Lacen-PE ou na rede contratada pela Secretaria de Saúde, o que coloca o Estado na 5ª colocação do País entre os que mais fizeram esse tipo de exame, de acordo com a Plataforma do Ministério da Saúde.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Pernambuco registra menor número de casos graves da Covid-19 desde o início da pandemia

Foram notificados 503 casos de SRAG na última semana epidemiológica, menor número desde março

Fotos: Douglas Fagner/SEI

Desde o final de maio, os principais indicadores da pandemia da Covid-19 em Pernambuco entraram em queda progressiva e sustentada, apontando, ao longo dos últimos meses, baixos patamares e sem expressivas oscilações para cima ou para baixo. E, nesta quinta-feira (19/11), o Estado registrou o menor número de casos graves suspeitos por semana epidemiológica (SE 46) para a doença desde o início da epidemia do novo coronavírus no território pernambucano. Foram 503 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) notificados entre os dias 8 de novembro e o último sábado (14/11).

Quando comparado à semana epidemiológica 45, o número de casos graves suspeitos para a Covid-19 teve queda de 26,5% no Estado. Já na comparação com os últimos 15 dias, a redução foi de 22%. “Podemos dizer, com a análise da semana epidemiológica 46, que se encerrou no sábado passado, que tivemos a melhor semana desde o início da pandemia com relação aos casos de síndrome respiratória aguda grave. A marca de 503 casos registrados é a menor desde a semana epidemiológica 12 (15 a 21 de março), quando se configurava o início da epidemia do novo coronavírus em Pernambuco e quando tivemos 645 registros”, detalhou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

O gestor também pontuou a queda dos indicadores da doença nos cálculos das médias móveis – quando se calcula o percentual pelas datas de notificação dos casos e pelo dia de efetiva ocorrência dos óbitos. Nos últimos sete dias, Pernambuco registrou queda de 40,7% na média móvel de óbitos em comparação com 14 dias atrás e de 8,4% nos casos confirmados no mesmo período.

Ainda segundo o secretário estadual de Saúde, os dados epidemiológicos da SE 46 tiveram impacto direto nos indicadores hospitalares, com quedas entre 3,9% e 14%, entre mobilizações para leitos de enfermaria e leitos de terapia intensiva. “Na semana passada, tivemos uma queda de 3,9% nas solicitações por leitos de enfermaria e de 14% em relação aos leitos de UTI. Já na comparação de 15 dias, a queda foi de 5,7% nos pedidos de vagas de enfermaria e de 10% nos pedidos de terapia intensiva”, pontuou. 

CAMPANHA – O secretário de Saúde André Longo também apresentou à imprensa a nova campanha do Governo de Pernambuco para conscientizar a população sobre a Covid-19. A partir desta quinta (19/11), as mídias serão transmitidas nas TVs, rádios e portais de internet em todo o Estado. O material também será veiculado em outdoors e backbus.

“Este material reforça o que precisa ser entendido por todos: o vírus continua entre nós e, para que haja contaminação, só é preciso um descuido. Não é o momento de abandonar os cuidados. Manter as mãos sempre limpas, praticar o distanciamento social, evitar aglomerações e usar a máscara corretamente (cobrindo sempre a boca e o nariz), são as únicas formas efetivas de se proteger contra o novo coronavírus. Precisamos da compreensão e do senso de responsabilidade de toda a população. O relaxamento nos cuidados de forma recorrente poderá trazer um aumento na contaminação, gerar novos casos e propiciar mais mortes. Os indicadores registrados nos últimos dias não significam que temos algo a comemorar e que estamos numa situação tranquila. A pandemia ainda não acabou”, alertou André Longo.

EXAMES - Nesta quinta-feira (19/11), Pernambuco chega a marca de 701.052 testes da Covid-19 realizados, entre biologia molecular (RT-PCR), testes rápidos e sorológicos. A marca foi alcançada apenas 20 dias após chegar aos 600 mil exames. Nas últimas 24 horas, foram mais de 5,3 mil amostras processadas, juntando as redes pública e privada.

Anteriormente, foram necessários 25 dias para sair dos 500 mil exames e chegar aos 600 mil. O aumento no processamento das amostras é reflexo da modernização do parque tecnológico do Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE) e também da ampliação do público prioritário, já que, atualmente, qualquer pessoa com sintomas gripais, independente de ter um quadro leve ou grave, pode fazer o exame. Os contatos de casos confirmados, mesmo assintomáticos, também podem fazer, além de mulheres entre a 37º e 38º semana de gestação e pessoas em pré-operatório, entre outros.

"Desde o início da pandemia, o Governo de Pernambuco tem trabalhado para dar mais acesso ao público que precisa fazer o exame e vamos continuar qualificando e reforçando a rede enquanto for necessário. Equipamos o Lacen-PE com maquinário moderno e com maior capacidade de análise das amostras biológicas, como também reforçamos o quadro de recursos humanos. Além disso, ampliamos o número de centros de testagem sob gestão estadual ao longo dos últimos meses, duplicando a capacidade do Centro de Convenções e iniciando, na semana passada, o atendimento no Geraldão. Tudo isso reflete no aumento dos exames processados", pontua o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Dos 701 mil exames feitos no Estado, 341.257 foram de biologia molecular (RT-PCR), considerado padrão-ouro por ter maior sensibilidade para diagnosticar a doença na sua fase aguda, quando há risco de transmissão. Entre os exames moleculares, 55% (187.434) foram processados no Lacen-PE e somando os laboratórios parceiros da rede estadual, o índice sobe para 77% (264.328). 

PROFISSIONAIS - Para intensificar a atuação no combate à Covid-19 em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) nomeou mais 45 sanitaristas aprovados em concurso público. A nomeação foi publicada, nesta quinta-feira (19.11), no Diário Oficial do Estado. Os profissionais irão atuar na Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (SEVS), em ações diversas, a fim de reforçar as estratégias de controle da doença no território pernambucano.

Desde o início da pandemia, já foram cerca de 3,1 mil profissionais aprovados em concursos públicos chamados para os serviços ligados à SES-PE e para o complexo hospitalar da UPE. Outros 4,9 mil profissionais também foram chamados por meio de seleções públicas simplificadas.

Da assessoria

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Covid-19: novo procedimento da Anvisa deve acelerar registro de vacina

Norma foi publicada no Diário Oficial da União de hoje

Foto: Dado Ruvic / Reuters

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu os procedimentos de submissão contínua de dados técnicos para o registro de vacinas contra a covid-19. A Instrução Normativa nº 77/2020 foi aprovada ontem (17) pela diretoria colegiada do órgão e publicada hoje (18) no Diário Oficial da União.

Segundo a Anvisa, os diretores também dispensaram a análise de impacto regulatório e consulta pública para o registro devido ao grau de urgência da vacina e gravidade da doença. 

“A medida possibilitará acelerar a disponibilização à população brasileira de vacinas contra o novo coronavírus, desde que demonstradas qualidade, segurança e eficácia conforme os requerimentos técnicos e regulatórios vigentes”, informou a agência, em comunicado.

No procedimento de submissão contínua, os dados técnicos deverão ser encaminhados à Anvisa conforme forem gerados. Assim, as empresas interessadas no registro de vacinas não precisam ter em mãos todos os documentos reunidos para apresentá-los ao órgão regulador.
Submissão contínua

Esse procedimento será normatizado apenas para as vacinas contra covid-19 a serem registradas no país. Segundo a Anvisa, outras autoridades regulatórias de referência, como a dos Estados Unidos, da Europa, da Suíça e da China, já utilizam a submissão contínua em situações específicas.

A proposta da Anvisa prevê o atendimento a dois critérios para uso desse procedimento diferenciado. Um deles se refere à exigência de um dossiê de desenvolvimento clínico de medicamento referente à vacina proposta, protocolado na agência. Outro critério é que a pesquisa esteja em fase 3 de desenvolvimento clínico.

As vacinas que tiverem a análise iniciada pelo procedimento de submissão contínua poderão ser submetidas ao pedido de registro formal após a conclusão da análise do último aditamento protocolado. 

Além disso, a empresa deve ter dados suficientes de qualidade, eficácia e segurança para o estabelecimento de uma relação positiva de benefício e risco da vacina, considerando a indicação terapêutica solicitada à Anvisa.

A instrução normativa publicada hoje regulamenta artigo da Resolução nº 55/2010 da Anvisa, que diz que a empresa solicitante do registro poderá procurar a Coordenação de Produtos Biológicos para discutir aspectos relacionados ao desenvolvimento do produto, antes da submissão da documentação de registro.

Por Andrea Verdélio / Agência Brasil

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Governo de Pernambuco realiza balanço dos oito meses de enfrentamento à Covid-19

 Serão abertos 107 novos leitos para atender à flutuação dos índices de pacientes com SRAG em hospitais do Estado

Foto: Sérgio Bernardo/SEI

O Governo de Pernambuco realizou, nesta quinta-feira (12.11), um balanço das ações executadas nos últimos oito meses, desde os primeiros casos confirmados da Covid-19 no Estado, e comunicou novas medidas a serem adotadas. Durante coletiva de imprensa transmitida online, o Governo anunciou a abertura de mais 107 leitos, sendo 60 de UTI e 47 de enfermaria, para o atendimento aos pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em hospitais de referência.


Na coletiva, o secretário estadual de Saúde, André Longo, analisou os atuais indicadores epidemiológicos da doença e reforçou à população que não há, até o momento, sinais de que Pernambuco esteja passando por uma "segunda onda" do novo coronavírus. "Os estudos apontam que, para a configuração de uma segunda onda, seria necessário um aumento sustentado de 60% nos casos em relação ao patamar do vale de baixa, que nós atingimos. Os atuais indicadores nos colocam ainda longe deste cenário”, explicou.


NOVOS LEITOS – Nesta quinta, já foram abertos 77 leitos, sendo 40 de terapia intensiva e 37 de enfermaria, nos hospitais Maria Vitória, no bairro de Areias, e Evangélico, na Torre, ambos no Recife. Do total de 107 leitos, o Hospital Maria Vitória conta com 50 vagas (sendo 30 de UTI e 20 de enfermaria) e o Hospital Evangélico dispõe de 27 vagas, (17 de enfermaria e 10 de UTI). Nos próximos dias ainda serão disponibilizadas mais 30 vagas, sendo 20 de UTI e 10 de enfermaria, no Hospital de Referência à Covid-19 – Boa Viagem (antigo Alfa).


“Com a abertura dessas novas vagas, a taxa de ocupação irá para patamares menores. Vale lembrar que, ao longo dos últimos meses, com a redução da demanda e para evitar a ociosidade, mais de 1.500 leitos foram bloqueados. Dessa forma, com índices baixos e menor disponibilidade de leitos devido à desmobilização, qualquer flutuação nos dados causa mudanças significativas nas taxas de ocupação. No entanto, nosso plano de contingência previa o desbloqueio e reconversão de leitos, caso fosse alcançado o percentual de 80%”, afirmou o secretário de Saúde.


Com a abertura das novas vagas, a ocupação média dos 1.692 leitos dedicados a casos suspeitos e confirmados da Covid-19 em Pernambuco está em 60%, sendo 74% de UTI (822 leitos) e de 46% de enfermaria (870).


NÚMEROS DA SAÚDE – Na análise de mais uma semana epidemiológica (SE 45), a Secretaria de Saúde registrou que os números da primeira semana do mês de novembro são melhores que os da primeira semana de outubro – mês com os melhores indicadores da Covid-19 desde abril, quando houve a aceleração da curva epidêmica. Na SE 45, o Estado registrou uma queda de 9,6% nos óbitos por SRAG em 15 dias – apontando uma flutuação com estabilidade entre a SE 45 e a SE44, com quatro casos de diferença de uma semana para outra.


Na comparação com a primeira semana de outubro, houve uma queda de 5,75%. Já em relação aos casos graves suspeitos, foi registrada uma oscilação de 5% na comparação com a SE 44, o que corresponde a 33 casos, e de 3,9% em relação à SE 43 (quando foram registrados 26 casos). Na comparação com a semana 41, o Estado registrou queda de 6%.


LEI ALDIR BLANC – Participou também da coletiva o secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, que fez um balanço das propostas enviadas pelos profissionais da área em todas as regiões do Estado para os editais promovidos com recursos da Lei Aldir Blanc de auxílio aos trabalhadores de cultura. Segundo ele, já existe um número considerável, de quase 2,7 mil projetos apresentados, que vão passar por um processo de julgamento por diversas comissões técnicas, instituídas para classificá-los.


“Na sequência, nós vamos iniciar o processo de contratação e pagamento dessa política de fomento, que foi estabelecida para que as atividades culturais sejam realizadas dentro desse modelo possível de convivência com a pandemia”, afirmou Freyre Neto. O período de análises se estende até o dia 20/11, com o resultado preliminar publicado nos dias 22 e 23 do mesmo mês. O resultado final será divulgado entre os dias 3 e 7 de dezembro.


Fonte: Assessoria

quinta-feira, 2 de março de 2017

Acabou o carnaval, "começou" 2017. Que tal começar a cuidar da saúde?

Fez promessas de ter uma alimentação saudável e ainda não começou. Disse que passaria a fazer exercícios no ano novo, mas, até agora, nada. Chegou a hora de cumprir as promessas que fazemos para nós mesmos todos os anos: se cuidar mais

 "Exercícios fazem bem para tudo", afirma o profissional de Educação Física Dalmo Ribeiro  Foto: Carlos Silva

O carnaval passou e 2017 começou oficialmente para os brasileiros. Apesar de já terem se passado dois meses da entrada do ano novo, algumas pessoas ainda não iniciaram as famosas promessas de réveillon, como fazer exercícios físicos e se alimentar de forma mais saudável. Se identificou? Não se preocupe: definitivamente, você não está sozinho nessa.

Esse é o caso de Ana Carolina Brasileiro, 24 anos. Formada em relações internacionais, ela prometeu começar a malhar três vezes por semana neste ano. “O dia a dia é muito corrido, e eu só tenho a parte da manhã para malhar. Ainda não comecei, mas já diminuí bastante o consumo de refrigerante”, admite.

A jovem afirma que pretende começar a fazer atividades na academia o mais rápido possível. “Sou brasileira e começo só depois do carnaval”, brinca.

O empresário Rafael Souza Santos, 26 anos, está mais ou menos no mesmo barco. Após seis anos sem fazer atividades físicas, o rapaz diz estar voltando aos poucos à vida saudável. "Quero aprimorar minha forma física e melhorar o condicionamento", conta. Ele afirma que tem feito acompanhamento com os profissionais da academia onde malha e que pretende começar um tratamento com um profissional especialista em nutrição. "Tenho feito musculação precedida de uma leve corrida. Acho fundamental a ajuda de um profissional, principalmente na parte da musculação", comenta ele. "Tem que existir esse cuidado, pois os exercícios podem gerar uma série de lesões se não forem feitos com a técnica adequada", completa o empresário. 

Nada de pressa

A nutricionista Rafaela Marchi orienta que, para começar os trabalhos, os iniciantes devem evitar radicalismos e dietas da moda. "O ideal é iniciar a ingestão de frutas, hortaliças e alimentos naturais. Cortar alimentos processados e ultraprocessados, como enlatados, salgadinhos, pizzas, sanduíches, refrigerantes, os farináceos e as frituras”, assegura.

Pronto, a partir daí, você já estará num bom caminho. Para Rafaela, é imprescindível que haja uma orientação de um especialista. "Quando você consulta um profissional, ele vai avaliar e passar a dieta de acordo com o que cada corpo precisa. Tem que ter cuidado ao fazer dietas sem acompanhamento profissional, pois a pessoa pode cortar nutrientes importantes e necessários para o corpo”.

O empresário e profissional de Educação Física Dalmo Ribeiro explica que uma vida saudável começa nos hábitos do dia a dia: “As pessoas precisam ter um dia mais ativo, começar coisas pequenas, como utilizar escadas e evitar elevadores, caminhar mais”.

Dalmo frisa que é importante procurar o acompanhamento de um profissional. “É ele quem vai indicar qual o exercício mais indicado para cada pessoa, a intensidade, o tipo de movimento. O início depende muito de cada pessoa, da iniciação esportiva que cada pessoa teve ou não para começar”, afirma.

Para a nutricionista Rafaela Marchi, é recomendável a orientação de um profissional Foto: Zuleika de Souza

O empresário, que é dono de uma rede de academias, acrescenta que fazer atividade física deve ser um hábito constante para o ser humano. “Exercícios fazem bem para tudo, melhoram o humor e a qualidade do sono. É importante fazer sempre”, finaliza.

Pós-carnaval

A nutricionista orienta aos foliões que aumentem a ingestão de água, frutas e alimentos naturais. “O que eu aconselho pra quem passou um feriadão agitado é um sono regular, ingerir muitos líquidos, fazer as refeições de forma regular, ingerir frutas, vegetais e carboidratos e proteínas saudáveis, carnes magras e começar ou recomeçar a atividade física regular”, frisa.

Por Giulia Roriz / Correiro Braziliense

sábado, 28 de janeiro de 2017

Municípios são obrigados a fazer levantamento de infestação por Aedes Aegypti

A decisão foi tomada levando em consideração os diversos condicionantes que permitem a manutenção de criadouros do mosquito  Fotos: Adriano Monteiro

Resolução do Ministério da Saúde publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União torna obrigatória a realização de levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti em todos os municípios do país. O texto também estabelece que as informações sejam enviadas às secretarias estaduais de saúde e, posteriormente, ao Ministério da Saúde.

De acordo com a publicação, a decisão foi tomada levando em consideração os diversos condicionantes que permitem a manutenção de criadouros do mosquito, a cocirculação de quatro sorotipos da dengue no país e a existência de grande contingente populacional exposto previamente a infecções pelo vírus, aumentando o risco para ocorrência de epidemias com formas graves da doença e elevado número de óbitos.

A pasta também considerou a identificação de casos de febre chikungunya, com transmissão autóctone comprovada em alguns municípios e risco iminente de expansão, além do surto do vírus Zika e sua rápida dispersão para todas as regiões do país, provocando epidemias importantes acompanhadas de graves manifestações neurológicas em adultos e recém-nascidos.

Ainda segundo o ministério, levantamentos de índices de infestação devem ser utilizados como ferramenta para direcionamento e qualificação das ações de prevenção e controle do mosquito. A proposta é que municípios infestados com mais de 2 mil imóveis realizem o Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), enquanto as cidades infestadas com menos de 2 mil imóveis terão de fazer o Levantamento de Índice Amostral.


Já localidades onde não há infestação deverão realizar monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa (armadilhas que identificam a presença de mosquitos na região) ou outra metodologia validada. As informações geradas após cada levantamento realizado deverão ser consolidadas pelas secretarias estaduais de saúde e enviadas ao ministério. A resolução entra em vigor hoje.

Em 2016, das 3.704 cidades aptas a participar do LIRAa, 2.284 integraram a edição – o equivalente a 62,6% do total. Os dados mostram que, até novembro do ano passado, pelo menos 885 municípios brasileiros estavam em situação de alerta ou de risco de surto para dengue, Zika e chikungunya. O número representa 37,4% das cidades pesquisadas.

Por Paula Laboissière / ABr

domingo, 22 de janeiro de 2017

O que fazer - e não fazer - quando se está com gripe ou resfriado

É importante ter em mente que gripe e resfriado não são a mesma coisa Foto: Istock

Nenhum de nós pode evitar ficar gripado ou resfriado, mas, uma vez que isso acontece, há à nossa disposição uma vasta gama de tratamentos.

Porém, nem todos eles vão ajudar - e o melhor remédio a ser usado vai depender principalmente do que está te afetando: é gripe ou resfriado?

As duas condições têm sintomas parecidos, mas são na verdade bem diferentes. A gripe é causada por mutações do vírus influenza, ao passo que o resfriado pode ser causado por mais de 200 tipos de vírus.

O resfriado vai fazer com que você se sinta "podre", mas seus sintomas aparecem de maneira gradual. A gripe é mais severa e te deixa de cama, normalmente trazendo a tiracolo febre e exaustão e outros sintomas que ocorrem de forma mais rápida.

Abaixo, damos as evidências científicas do que ajuda - e o que não ajuda - no combate a ambos.

Alimentação


Alimentar-se bem ajuda a recuperar as energias, mas não se deve forçar alguém a comer Foto: Thinkstock

Especialistas do Common Cold Centre, da Universidade Cardiff, no País de Gales, recomendam comer de forma saudável para manter a energia.

Mas apenas se você sentir fome - e não forçar a ingestão de alimentos.

Resistir ou se render?

Escute seu corpo. Não force a barra e descanse. O quanto vai depender de como você está se sentindo.

Mel e limão?

Chá com limão e mel ou chocolate quente não são formas comprovadas de ajudar no combate a gripes e resfriados.

Mas essas doenças normalmente causam tosses, espirros e maior sudorese, o que leva a uma maior perda de líquido do que o normal.

Por isso, médicos recomendam tomar bastante água e uma ou outra xícara de chá ou café.

Mas não exagere da hidratação, pois o consumo exagerado de água pode ser perigoso.

É importante repor líquidos perdidos com gripes e resfriados Foto: Thinkstock

Paracetamol ou ibuprofeno?

Os dois medicamentos funcionam e podem até ser tomados juntos. Mas é bom prestar atenção nas quantidades ingeridas e não exceder a dose máxima recomendada.

E o ibuprofeno deve ser tomado junto com comida ou de estômago cheio.

Atenção às quantidades de remédio ingeridas para não exceder o recomendado Foto: Thinkstock

Pomada mentolada e óleo de eucalipto

Não há evidência de que funcionem, mas podem oferecer alívio temporário.

Esfregar um pouco no peito ou fazer inalações em uma bacia de água quente ajuda a descongestionar o nariz.

Pomadas mentoladas podem ajudar a descongestionar o nariz Foto: SPL

Vitamina C e zinco

A vitamina C tem sido usada desde os anos 1930 no tratamento de infecções respiratórias, mas só se popularizou nos anos 1970, quando o químico Linus Pauling, vencedor do Prêmio Nobel, defendeu seu uso para prevenir e aliviar resfriados.

Porém, uma análise de estudos sobre o assunto pela Cochrane Group, uma rede independente global de profissionais da área da saúde, concluiu: seu uso não ajuda muito.

O efeito da Vitamina C é questionado, mas o consumo em excesso não prejudica o organismo Foto: Thinkstock

Mas também não provoca danos em casos de consumo em excesso - o organismo elimina na urina o que não consegue usar.

Já o zinco pode ser perigoso se consumido em grandes quantidades.

Antibióticos

Antibióticos são inúteis para tratar resfriados e gripes, porque essas mazelas têm origem viral.

Esse tipo de remédio só serve para casos de infecções bacterianas.

BBC Brasil

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

2ª fase da vacinação contra aftosa já começou em Agrestina


De 1º a 30 novembro, a maioria dos estados brasileiros vai realizar a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa. A aplicação do dose de novembro é obrigatória apenas para os animais com até 24 meses de idade. O criador deve estar atento aos aspectos práticos da imunização. O pecuarista precisa, por exemplo, pegar a nota fiscal da vacina com o fornecedor do produto e apresentá-la ao serviço veterinário oficial do município junto com a relação dos animais imunizados para declarar a vacinação. Além disso, ele deve ter cuidado com o transporte e armazenamento da vacina, procurando mantê-la sempre na temperatura de 2º a 8ºC para não perder a eficácia. Outros cuidados são com a aplicação da dose correta do produto (5 ml) na lateral do pescoço do animal, usando seringas e agulhas limpas e não danificadas ou tortas. O produtor deve ficar atento aos prazos da vacinação e sua declaração no serviço veterinário oficial, porque o descumprimento impedirá a emissão de Guia de Trânsito Animal e pode gerar multas. Quem tiver dúvidas deve entrar em contato com a Secretaria de Agricultura de Agrestina, na Rua Marciano Lopes, 99, no Centro ou através do telefone: (81) 3722-1224. O horário de atendimento ao público é das 08h às 13h.

Decom-PMA


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Ministério da Saúde vai distribuir 3,5 milhões de testes rápidos de zika

O Ministério da Saúde vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de zika na rede pública do país. Os kits poderão identificar a infecção pelo vírus Zika em 20 minutos. Gestantes, crianças de até um ano e pessoas com sintomas neurológicos que possam ser decorrentes do vírus terão prioridade para fazer o teste.

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o teste também poderá ser feito em mulheres que queiram ter filhos, para saber se já tiveram ou não a doença. “As pessoas poderão fazer os testes para decidir se vão engravidar ou não”, disse hoje (25) ao anunciar a medida.

O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, disse que os testes também poderão ser feitos em outros grupos. No entanto, em todos os casos a prescrição médica será necessária.

O kit é produzido pelo laboratório público Bahiafarma, ligado à Secretaria de Saúde da Bahia. Até o fim do ano, dois milhões de kitsdevem ser distribuídos para a rede pública de saúde em todo o país. E mais 1,5 milhão serão entregues até fevereiro de 2017. De acordo com Ricardo Barros, a distribuição será de acordo com a incidência da doença no país.

O diretor presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias, disse que o nível de confiança do teste é de 95%. O laboratório tem capacidade para produzir cerca de 750 mil kits por mês, e poderá fornecer o material a estados e municípios que fizerem compras independentemente do Ministério da Saúde. Cada teste custará ao governo federal R$ 34.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza em larga escala o teste PCR, que só detecta o vírus Zika no período agudo da doença. No entanto, a detecção de uma infecção pregressa é importante para identificar se determinados sintomas atuais do paciente estão ligados ao vírus.

Microcefalia

De acordo com o ministro da Saúde, o número de novos casos de microcefalia diminuiu 85% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2015. No acumulado dos últimos 12 meses, foram registrados 2.063 casos confirmados da malformação possivelmente relacionados à infecção congênita, como ocorre com o vírus Zika.

Registro

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

No entanto, no fim de novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que a infecção de gestantes pelo vírus pode levar à gestação de crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Desde então, outras complicações ligadas ao vírus Zika em recém-nascidos foram notificadas, como surdez, problemas na visão, no coração. Como os pesquisadores viram que a microcefalia, ou seja, o perímetro encefálico menor que o considerado normal, não era a única consequência da infecção pelo vírus na gravidez, o quadro passou a ser chamado de Síndrome Congênita do Zika.

Por Aline Leal / ABr      Foto: Divulgação


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Ministério da Saúde lança ação nacional de combate à sífilis

A meta é mobilizar gestores e profissionais de saúde para a importância da detecção e tratamento da sífilis durante o pré-natal. Campanha em mídias sociais alerta sobre a prevenção da doença

Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde contará com o apoio das sociedades médica e civil para combater a sífilis no Brasil. Nesta quinta-feira (20/10), durante a Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), foi assinada, com 19 associações e conselhos de saúde, uma carta compromisso estabelecendo ações estratégicas para redução da sífilis congênita no país com prazo previsto de um ano. O foco é detectar precocemente a doença no início do pré-natal e encaminhar imediato tratamento com penicilina. Na ocasião, também foi apresentada uma campanha publicitária chamando atenção para ações de prevenção da sífilis e o Boletim Epidemiológico com números de casos no país.

Coordenada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, as ações terão prazo previsto de realização de um ano. O prazo corresponde ao intervalo entre o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado de outubro (15/10/16) e a data do próximo ano. Estão previstos o incentivo à realização do pré-natal precoce, ainda no primeiro trimestre da gestação; ampliação do diagnóstico (por meio de teste rápido); tratamento oportuno para a gestante e seu parceiro; incentivo à administração de penicilina benzatina, considerada o único medicamento seguro e eficaz na prevenção da sífilis congênita. Também haverá ações de educação permanente para qualificação de gestores e profissionais de saúde.

“Nosso objetivo é reunir a sociedade no esforço de combate à sífilis. Assim poderemos incentivar a testarem principalmente as grávidas para evitar a transmissão vertical da doença. Trazemos soluções factíveis no compromisso que assinamos hoje”, enfatizou o ministro da saúde, Ricardo Barros.

A detecção da sífilis é feita por meio de testes rápidos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, o Ministério da Saúde aumentou em mais de quatro vezes a quantidade de testes distribuídos a estados e municípios, passando de 1,1 milhão em 2001 para 6,1 milhões de testes em 2015. Para as gestantes, a indicação da realização dos testes rápidos é feita já na primeira consulta do pré-natal, daí a importância da conscientização de mães e seus parceiros, para iniciar o pré-natal ainda no primeiro trimestre da gravidez.

“Um grande desafio é o início precoce, já que culturalmente as mulheres tendem a procurar o médico apenas quando a barriga aparece, o que diminui as chances de cura da sífilis para a mãe e facilita a transmissão da doença para o bebê”, explica a diretora do Departamento de HIV, aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken.

Outra ação do Ministério para orientar e subsidiar os profissionais de saúde na realização da testagem pelos profissionais de saúde na atenção básica é o Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis, lançado durante o evento. O Manual apresenta fluxogramas para o diagnóstico seguro da infecção e profissionais e serviços de saúde que poderão selecionar aquele que mais se adequa à sua realidade local.

Para ampliar o acesso aos testes rápidos, o Ministério da Saúde articulou com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), a edição de um parecer normativo que atualizou possibilitou a aplicação dos testes rápidos também por técnicos e auxiliares, sob supervisão de enfermeiro.

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO - Todos os tipos de sífilis – adulto, em gestantes e congênitas (em bebês) são de notificação obrigatória no país há, pelo menos, cinco anos. Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2016, entre os anos de 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%, a sífilis em gestantes 20,9% e congênita, de 19%.

Em 2015, o número total de casos notificados de sífilis adquirida no Brasil foi de 65.878. No mesmo período, a taxa de detecção foi de 42,7 casos por 100 mil hab e a maioria são em homens, 136.835 (60,1%). No período de 2010 a junho de 2016, foi registrado um total de 227.663 casos de sífilis adquirida.

Em gestantes, no ano de 2015, a taxa de detecção da sífilis foi de 11,2 casos de sífilis em gestantes a cada 1.000 nascidos vivos, considerando o total de 33.365 casos da doença. Já de janeiro de 2005 a junho de 2016, foram notificados 169.546 casos. Com relação à sífilis congênita, em bebês, em 2015, foi notificado 19.228 casos da doença, uma taxa de incidência de 6,5 por 1.000 nascidos vivos. De 1998 a junho de 2016, foram notificados 142.961 casos em menores de um ano. O incremento entre os anos de 2013 e 2014 foi de 26,77% e entre os anos de 2014 e 2015 foi de 20,91% no número absoluto de casos novos diagnosticados.

ACESSO AO MEDICAMENTO – Além do incentivo ao pré-natal precoce, o plano de ação reforça a necessidade do tratamento oportuno e adequado tanto da gestante como de suas parcerias sexuais. Para isso, o Ministério da Saúde tem promovido sensibilização de profissionais na administração de penicilina benzatina, medicamento seguro e eficaz com combate à sífilis e reconhecido na Assembleia Mundial da Saúde como essencial para controle da transmissão vertical de sífilis.

Desde 2014, países de todo o mundo enfrentam o desabastecimento de penicilina benzatina, devido à falta de matéria-prima para a sua produção. Neste ano, o Governo Brasileiro, em caráter emergencial, adquiriu 2,7 milhões de frascos de penicilina benzatina, com prioridade na prescrição para grávidas e seus parceiros. Além disso, o ministério já iniciou a compra de 230 mil ampolas de penicilina cristalina.

Segundo o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB) indicam que em 2013/2014, 55% das Unidades da Federação (UF) aplicam penicilina benzatina na Atenção Básica (AB). Para assegurar esse tratamento às grávidas, o Ministério da Saúde publicou a Resolução nº 3161/2011, orientando os profissionais sobre a administração de penicilina nas unidades de saúde e permitindo, inclusive, que essa administração seja feita pela equipe de enfermagem.

CAMPANHA - – Neste ano, a campanha de combate à sífilis terá como foco as gestantes jovens e seus parceiros sensibilizando-os para a realização do teste de sífilis no início da gestação e, também incentivando o parceiro a fazer o teste, evitando a reinfeção. A campanha inclui peças gráficas (cartaz e folheto); filme publicitário e um minidocumentário – Gestação Segura, Criança Saudável – a serem veiculados nas redes sociais até 30 de outubro.

No lançamento da campanha, será publicada também a portaria que aprova o Manual Técnico para o Diagnóstico da Sífilis – que orienta e subsidia os profissionais de saúde na realização da testagem. O Manual apresenta três fluxogramas para o diagnóstico seguro da infecção; profissionais e serviços de saúde poderão selecionar aquele que mais se adequa à sua realidade local.

Por Nivaldo Coelho


Ministro da Saúde reforça prazo para municípios adotarem prontuário eletrônico

Postos de saúde têm até 10 de dezembro para utilizar sistema digital.Medida permite ao Ministério da Saúde acompanhar histórico do paciente e como são investidas as verbas do SUS.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou nesta quinta-feira (20), do VII Fórum Nacional de Gestão da Atenção Básica e reforçou o prazo dado aos municípios que ainda não adotaram o prontuário eletrônico. O evento contou com a presença de gestores estaduais e municipais, conselhos nacionais de saúde, além de profissionais que atuam na Atenção Básica. 

“Nós demos um prazo até 10 de dezembro para que todos os sistemas estejam integrados ao Ministério da Saúde. Sabemos que há um grande impacto positivo na saúde dos brasileiros quando aplicamos novos recursos, investindo na atenção básica. Mais da metade da população brasileira é atendida em municípios que utilizam prontuário eletrônico, portanto, basta fazer a integração”, ressaltou o ministro Ricardo Barros.

O ministro informou que o Ministério da Saúde está preparado para apoiar os municípios que encontrarem dificuldades na implantação do prontuário eletrônico. Assim, cada gestor deverá reportar suas necessidades à pasta, até a data estabelecida, que avaliará cada caso para providenciar a estrutura para a transmissão dos dados. “Municípios que encontrarem dificuldades para a implantação da plataforma devem justificar o motivo, para que possamos avaliar medidas que possibilitem a transmissão dos dados”, enfatizou Barros.

Com a plataforma digital, todos os serviços de saúde da cidade poderão acompanhar o histórico, os dados e resultado de exames dos pacientes, verificar em tempo real a disponibilidade de medicamentos ou mesmo registrar as visitas de agentes de saúde, melhorando o atendimento ao cidadão. A transmissão 100% digital dos dados da rede municipal à base nacional permite ainda que o Ministério da Saúde verifique online como está sendo investido cada real do SUS na saúde do brasileiro. A plataforma digital permite o acompanhamento do histórico médico do paciente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), oferecendo ganho na qualidade e na gestão da Atenção Básica para o gestor, para os profissionais de saúde e para o cidadão.

PRONTUÁRIO ELETRÔNICO – Em todo o Brasil 1.920 municípios já utilizam o sistema em suas Unidades Básicas de Saúde (UBS). As prefeituras que ainda não adotaram o sistema eletrônico terão ainda 50 dias para se adequar à Portaria 2.488, de 2011, que condiciona o repasse do Piso de Atenção Básica (PAB) Variável à implantação da ferramenta. O PAB Variável é repassado pelo Ministério da Saúde aos municípios, mensalmente e regularmente, para o custeio dos procedimentos realizados na Atenção Básica.

Das 41.688 UBS em funcionamento em 5.506 municípios, 10.134 (106,98 milhões de pessoas) já têm o Prontuário Eletrônico, sendo que 2.902 utilizam versões oferecidas gratuitamente pelo Ministério da Saúde, e 7.232 softwares próprios e privados.

Atualmente, 76% das unidades básicas de saúde ainda registram o histórico do paciente em papel, apesar de dados do Ministério das Comunicações apontarem que todas as cidades contam com ponto de internet banda larga. O Ministério da Saúde oferece plataforma gratuita, mas o envio dos dados também pode ser feito pelos municípios por sistema próprio. Após o período para implantação das plataformas, o pagamento do PAB Variável às prefeituras, equivalente a R$ 10 bilhões por ano, ficará condicionado à implantação do prontuário eletrônico. Esse recurso é aplicado no custeio dos atendimentos de pediatria e vinculados a programas como Saúde da Família, Brasil Sorridente, entre outros.

A informatização dos sistemas de saúde é uma das prioridades da gestão do Ministério da Saúde. O objetivo é integrar o controle das ações, promover a correta aplicação dos recursos públicos, obter dados para o planejamento do setor e, principalmente, propiciar a ampliação do acesso e da qualidade da assistência prestada à população, tornando o atendimento mais eficiente. A medida ajudará também a reduzir custos, evitando, por exemplo, a duplicidade de exames ou retiradas de medicamentos.

ATENÇÃO BÁSICA – Uma das principais prioridades desta gestão é a prevenção e promoção da saúde. A Atenção Básica é capaz de resolver cerca de 80% dos problemas de saúde da população e, assim, desafogar a atenção hospitalar e melhorar a qualidade de vida da população. É importante esclarecer que a gestão das unidades de Atenção Básica, incluindo a administração, contratação de equipes e prestação do atendimento, é de responsabilidade dos gestores locais. Cabe ao Ministério da Saúde a definição das políticas e a participação no financiamento dos programas e serviços.

Entre 2010 e 2015, o número de consultas na Atenção Básica vem expandindo. Aumentou 47% no período, passando de 126,3 milhões para 186,1 milhões. Até hoje a população conta com 41.688 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em funcionamento, 771 a mais do que em 2010 (40.917), que equivale a uma cobertura de 70% da população. Mais 26.810 UBS em construção, reforma ou ampliação, um investimento total de R$ 5,7 bilhões. Nos últimos anos, o repasse de recursos federais aos estados e municípios teve um aumento de 90%, passando de R$ 9,8 bilhões, em 2010, para R$ 18,78 bilhões, em 2015.

Por Nicole Beraldo    Foto: Divulgação


domingo, 16 de outubro de 2016

Saúde começa a vacinar meninos em 2017

Foto: Divulgação / MS
munização a partir de 2017 vai reduzir a propagação do vírus no país. Adolescentes de 12 e 13 anos, de ambos os sexos, vão receber ainda vacina contra meningite C para garantir a proteção e queda do número de casos. Economia gerada pela gestão permitiu a inclusão desse público

O Brasil será o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta terça-feira (11), em Brasília (DF). A partir de janeiro do próximo ano, o Ministério da Saúde passa a disponibilizar a vacina contra o HPV para a população masculina de 12 a 13 anos na rotina do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A faixa-etária será ampliada, gradativamente, até 2020, quando serão incluídos os meninos com 9 anos até 13 anos.

“A inclusão dos adolescentes faz parte de um conjunto de ações integradas que o Ministério da Saúde tem realizado com o objetivo de conseguir mais resultados com os recursos financeiros já disponíveis. A ampliação da vacina é mais um avanço que conseguimos fazer, aproveitando essa redução de doses no grupo das meninas para ampliar a oferta também para os meninos. É muito importante a inclusão dessa faixa-etária. Precisamos estimular esta faixa a participar das mobilizações para vacinação”, destacou o ministro Ricardo Barros. 

A expectativa é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, que também passarão a receber as doses. Para isso, o Ministério da Saúde está adquirindo seis milhões de doses, ao custo de R$ 288,4 milhões. Não haverá custos extras para a pasta, já que neste ano, com a redução de três para duas doses no esquema vacinal das meninas, o quantitativo previsto foi mantido, possibilitando a vacinação dos meninos. Assim, o Ministério continua com a mesma determinação, que é de fazer mais com os mesmos recursos financeiros.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Adeilson Cavalcante, essa ação mostra a importância do Calendário Nacional de Vacinação para reduzir as doenças imunopreveníveis. "A ampliação do acesso à vacinação, que é uma ação da atenção básica, pode impactar na alta complexidade, com a redução dos casos de câncer. Além disso, essa estratégia vem ao encontro da decisão de tornar a gestão mais eficiente e fazer mais com os mesmos recursos", ressaltou. 

Já a ampliação da vacina contra meningite C para os adolescentes, de ambos os sexos, só foi possível a devido à economia de R$ 1 bilhão nos primeiros 100 dias do governo, a partir revisão de contratos e redução dos valores de alugueis e outros serviços. Parte desses recursos, R$ 227 milhões, está sendo investida na produção nacional da vacina pela Fundação Ezequiel Dias e, assim, na ampliação da oferta.

Foram adquiridas 15 milhões de doses, a um custo de R$ 656,5 milhões. O objetivo é reforçar a eficácia da vacina meningocócica C, uma vez que, com o passar dos anos, pode haver diminuição da proteção após a imunização, que acontece na infância. A vacinação será ampliada para adolescentes (sexo feminino e masculino) de 9 a 13 anos, gradativamente, entre 2017 e 2020. No próximo ano, serão incluídos adolescentes de 12 a 13 anos e, a cada ano, será acrescida nova faixa etária em ordem decrescente.

A meta é vacinar 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes. Além de proporcionar proteção aos adolescentes, a ampliação alcançará o efeito protetor da imunidade rebanho; ou seja, a proteção indireta das pessoas não vacinadas em decorrência da diminuição da circulação do vírus. O esquema vacinal para esse público será de um reforço ou uma dose única, conforme a situação vacinal.

“É muito importante que os pais tenham a consciência de que a vacinação começa na infância, mas deve continuada na adolescência. Pais e responsáveis devem ter, com os adolescentes, a mesma preocupação que têm com as crianças. A proteção vai ser muito maior se nós ampliarmos, cada vez mais, o calendário de vacinação da nossa população”, afirmou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Atualmente, essa vacina é ofertada no SUS para crianças, aos três, cinco e 12 meses. A média anual de cobertura é de 95%, tendo alcançado em 2015 o índice de 98,2%. A meningite, processo inflamatório das meninges - membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal - é uma doença considerada endêmica no Brasil. Em 2015, foram registrados 15,6 mil casos de diferentes tipos em todo o país. A meningite C é o subtipo mais frequente da doença, e representa cerca de 60% a 70% dos casos de meningite. A doença é considerada grave e de rápida evolução. A vacina é a principal forma de proteção e é recomendada pelo Comitê Técnico Assessor de Imunizações e das Sociedades Brasileiras.

COMO SERÁ A OFERTA DA HPV - O esquema vacinal para os meninos contra HPV será de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para os que vivem com HIV, a faixa etária é mais ampla (9 a 26 anos) e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). No caso dos portadores de HIV, é necessário apresentar prescrição médica.

Atualmente, a vacina HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países (Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá). Portanto, o Brasil assegura a sétima posição e a vanguarda na América Latina. A vacina é totalmente segura e aprovada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A decisão de ampliar a vacinação para o sexo masculino está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/AIDS e do mais importante órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos (Advisory Committee on Imunization Practices). A estratégia tem como objetivo proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus, doenças que estão diretamente relacionadas ao HPV. A definição da faixa-etária para a vacinação visa proteger as crianças antes do início da vida sexual e, portanto, antes do contato com o vírus. 

A vacina disponibilizada para os meninos será a quadrivalente, que já é oferecida desde 2014 pelo SUS para as meninas. Confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal. Vale ressaltar que os cânceres de garganta e de boca são o 6º tipo de câncer no mundo, com 400 mil casos ao ano e 230 mil mortes. Além disso, mais de 90% dos casos de câncer anal são atribuíveis à infecção pelo HPV.

MENINAS DE 14 ANOS – Também a partir de 2017, serão incluídas na vacinação do HPV as meninas que chegaram aos 14 anos sem tomar a vacina ou que não completaram as duas doses. A estimativa que 500 mil adolescentes estejam nessa situação. Atualmente, a faixa etária para o público feminino é de 9 a 13 anos. Desde a incorporação da vacina no Calendário Nacional de Vacinação, em 2014, já foram imunizadas 5,7 milhões de meninas com a segunda dose, completando o esquema vacinal. Este quantitativo corresponde a 46% do total de brasileiras nesta faixa etária.

Nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, vulva, vaginal e anal; lesões pré-cancerosas; verrugas genitais e infecções causadas pelo vírus. O HPV é transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto. Estimativas da OMS indicam que 290 milhões de mulheres no mundo são portadoras do vírus, sendo 32% infectadas pelos tipos 16 e 18. Em relação ao câncer do colo do útero, estudos apontam que 265 mil mulheres morrem devido à doença em todo o mundo, anualmente. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima 16 mil novos casos.

Para a produção da vacina contra o HPV, o Ministério da Saúde promoveu Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) com o Butantan. A transferência está sendo feita de forma gradual e tem reduzido o preço ano a ano. Até 2018, a produção da vacina HPV deverá ser 100% nacional.

Por Camila Bogaz e Ana Cláudia Amorim / Agência Saúde


Ministério da Saúde amplia metas de cuidado infantil

Plano é ampliar em quatro vezes por ano o número de unidades credenciadas à Iniciativa Hospital Amigo da Criança e participação desses estabelecimentos

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Na Semana das Crianças, o Ministério da Saúde anunciou a expansão das metas de cuidado infantil no Brasil. Uma delas é ampliar de quatro para 16 o número de credenciamento de unidades por ano como Hospital Amigo da Criança, iniciativa que completa 25 anos nesta segunda-feira (10). E, para os próximos cinco anos, a estimativa é que esses hospitais façam um a cada três partos realizados no país, um aumento de 32%.

Os Hospitais Amigos da Criança são aqueles reconhecidos pelo Ministério da Saúde por adotarem práticas que propiciem um atendimento humanizado às mães e aos bebês, como a abolição da violência obstétrica e o incentivo ao parto normal. Essas unidades também se destacam pelo estímulo ao aleitamento materno e à vida saudável.

Atualmente, 326 hospitais brasileiros têm o selo Amigo da Criança, cerca de 10% do total de maternidades registradas no país. A meta do Ministério da Saúde é ampliar a cada ano o número de estabelecimentos credenciados. Desse modo, já no próximo ano haveria um aumento de 16 unidades, chegando a 342.

A ampliação dos Hospitais Amigos da Criança é importante para a qualificação do atendimento às mães e aos bebês, pois eles são responsáveis por um a cada quatro nascimentos que ocorrem no Brasil, ou seja, média de 725 por ano. A meta do Ministério da Saúde é que, nos próximos cinco anos, esses hospitais façam um a cada três partos realizado no país, um aumento de 32%.

De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, essa estratégia será alcançada com o fortalecimento desses estabelecimentos, como a capacitação das equipes para o pré-natal, o parto humanizado, o manejo do aleitamento materno e do cuidado à mulher. “Os Hospitais Amigos da Criança são referências em qualidade e humanização do atendimento durante todas as etapas da gestação e do pós-parto. Nosso objetivo é fortalecer essas unidades para que ofereçam um cuidado cada vez mais integral às crianças e as mães”.

A avaliação do secretário é baseada nos indicadores de qualidade desses hospitais. Conforme a Nascer no Brasil - Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento, realizada em 2014 pela Fiocruz, bebês saudáveis que nascem nesses estabelecimentos têm menos risco de sofrer intervenções desnecessárias logo após o parto, como aspiração das vias aéreas, uso de oxigênio inalatório e uso de incubadora. O contato pele a pele com a mãe logo após o nascimento, a amamentação na primeira hora de vida, ainda na sala de parto, e o alojamento conjunto também ocorre com mais frequência em Hospitais Amigos da Criança do que em maternidades que não possuem esse título. 

Já a Pesquisa de Prevalência em Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras, de 2008, apontou que os nascidos em uma unidade amiga da criança têm 9% a mais de chance de serem amamentados na primeira hora de vida. Além disso, as crianças que nasceram nesses locais receberam leite materno exclusivamente por 60,2 dias, enquanto as que nasceram em maternidades descredenciadas por de 48,1 dias.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL - Para comissariados internacionais, o Brasil é atualmente uma das principais referências internacionais na assistência de crianças e mulheres e, por isso, a apresentação das ações realizadas no país será fundamentais para a expansão do cuidado em outros países. Nos próximos dias 24 a 26 deste mês, especialistas e representantes de diversos países estarão reunidos em Genebra, na Suíça, para discutir estratégias de fortalecimento e expansão da Iniciativa Hospital Amigo da Criança.

De acordo com o representante da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) no Brasil, Gary Stahl, “ao longo dessas três décadas, a política brasileira de aleitamento materno avançou progressivamente na garantia dos direitos de crianças e das mulheres, qualificando o cuidado integral, nos preparativos do parto, no parto e no pós-parto e nascimento”. 

Já para a coordenadora da Unidade Técnica de Família, Gênero e Curso de Vida da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço continental da Organização Mundial de Saúde, Haydee Padilla, “o Brasil se consolidou, nos últimos anos, como um exemplo no aleitamento materno, com sua política e a estratégia de assistência às mães e bebês, assim como no fortalecimento dos recursos humanos e por meio da Iniciativa Hospital Amigo da Criança”.

PROPOSTAS – Nesta segunda-feira (10), representantes do Ministério da Saúde se reunirão com especialistas nacionais e estrangeiros para elaborar propostas de aperfeiçoamento da Iniciativa Hospital Amigo da Criança. O material será apresentado como contribuição brasileira na convenção da Organização Mundial de Saúde (OMS), que acontece de 24 a 26 deste mês, em Genebra, na Suíça. Na ocasião, serão celebrados os 25 anos da Iniciativa.

Por Diogo Caixote / Agência Saúde