sábado, 9 de março de 2013

F-1 terá 19 etapas neste ano, uma a menos que em 2012

Porém, em 2014 especula-se que o número de corridas pode subir para 21

Foto: Alberto Estevez
A 64.ª temporada de Fórmula 1 que vai começar quinta-feira, às 22h30 de Brasília, com os primeiros treinos livres do GP da Austrália, 12h30 de sexta-feira em Melbourne, terá 19 etapas. Uma a menos que em 2012. A FIA anunciou hoje oficialmente.

Em relação a 2012, o GP da Europa, em Valência, deixou o calendário. A grave crise financeira na Espanha e na Europa, de modo geral, impediu de o governo da Comunidade Valenciana continuar investindo no evento. Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, já sabia disso há algum tempo, tanto que no seu lugar deveria ser disputado o GP das Américas, nas ruas de Nova Jersey, tendo os arranha-céus de Manhattan, em Nova York, como cenário de fundo para a corrida. Antigo sonho de Ecclestone.

Mas na América do Norte também as coisas não estão fáceis e a etapa em Nova Jersey ficou para 2014. Se, de fato, vier a ser incluída no campeonato. A prova estava marcada para dia 16 de junho, oitava do ano, uma semana depois do GP do Canadá, em Montreal. A alegação é de que não haveria tempo para preparar o circuito de rua. O mais provável, contudo, é a escassez de dinheiro mundial. Os EUA já realizam, desde o ano passado, com enorme sucesso, a corrida de Austin, no Texas.

Se o GP das Américas for, de fato, inserido no calendário de 2014, Ecclestone terá de resolver um problema: o GP da Rússia, em Sochi, no Mar Negro, está confirmado. O dirigente inglês visitou, há pouco, as instalações do autódromo projetado pelo arquiteto alemão Herman Tilke e gostou muito do que viu. Com a inclusão da prova de Nova Jersey, o calendário passa a ter 21 etapas.

Não foi por outro motivo que Ecclestone já começou a lançar seus balões de ensaio, ainda esta semana, para ver a reação dos diretores da equipes quanto ao campeonato ter mais de 20 eventos. Eles não desejam nem mesmo 20. “Acabar o campeonato no fim de novembro nos impõe várias dificuldades sérias. O primeiro treino dos modelos do ano seguinte começam apenas dois meses depois da última etapa”, explica Stefano Domenicali, diretor da Ferrari.

As escuderias recebem uma porcentagem fixa acertada com Ecclestone, em relação ao que a Formula One Management (FOM) arrecada todo ano, estimado em US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões). E o quanto cada uma recebe de dinheiro depende da classificação no Mundial de Construtores e não do número de etapas do campeonato. Quanto mais provas, maior deve ser o orçamento para a mesma receita, daí também a sua resistência para aceitar mais eventos.

A Red Bull, campeã entre os construtores no ano passado, deverá receber da FOM US$ 100 milhões (R$ 200 milhões), para se ter uma ideia do quanto é distribuído. A décima colocada, a Caterham, US$ 18 milhões (R$ 36 milhões). Por contrato, os valores são confidenciais, mas essas são as somas que todos no paddock conhecem e devem estar próximas da realidade.

A edição deste ano do Mundial apresenta algumas curiosidades. Por exemplo: a Fórmula 1 vai se apresentar dia 7 de julho no circuito de Nurburgring, no GP da Alemanha, e apenas três semanas depois haverá corrida, dia 28, o GP da Hungria. Na sequência, está previsto outro intervalo grande, pois a prova da Bélgica será disputada somente dia 25 de agosto, por causa das férias de verão dos integrantes das escuderias, uma conquista da classe.

“Preferiria um campeonato com menos etapas e mais treinos”, afirma Fernando Alonso, da Ferrari, revelando a opinião da maioria na Fórmula 1. O Brasil encerra o calendário, este ano, dia 24 de novembro, como faz desde 2004.

Fonte: Estadão / Esportes

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