sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora em Agrestina

A acolhida  da Cruz e do Ícone em peregrinação mundial foi realizada nesta sexta-feira em Agrestina


Centenas de católicos lotaram as ruas do município em procissão com a Cruz enviada pelo Papa Bento XVI ao país na última Jornada Mundial da Juventude, realizada na Espanha.

Confiram a entrevista com o Bispo Dom Bernardino Marchió ao Blog Jornal de Caruaru há dias atrás:

http://imgsapp.impresso.diariodepernambuco.com.br/app/da_impresso_130686904244/2011/12/14/2733/20111213234423608029i.jpgSanto Agostinho perguntava-se: O que deseja o homem mais intensamente do que a verdade? O rosto humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter viva esta questão inevitável. De fato, a educação diz respeito à formação integral da pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim último e o bem da sociedade a que pertence. Por isso, a fim de educar para a verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a sua natureza.

Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: ‘‘Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes?” (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Quem é o homem? O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus.

Assim, o fato de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa. Por isso, a primeira educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele econômico ou social, individual ou coletivo.

Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da sua liberdade, sendo tarefa da educação formar para a liberdade autêntica. A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal. Hoje um obstáculo particularmente insidioso à ação educativa é constituído pela presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”.

Por conseguinte, o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. Assim o correto uso da liberdade é um ponto central na promoção da Justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis e também a prontidão ao sacrifício.

Dom Bernardino Marchió
Bispo Diocesano
Fonte da Entrevista: Jornal de Caruaru




0 comentários:

Postar um comentário

Sua opinião é muito importante para nós. Conte-nos algo sobre a matéria!