Ministro da Integração Nacional, suspeito de nepotismo e direcionamento de verbas, nega acusações em comissão no Senado
| O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, participa de sessão na Comissão Representativa do Congresso Nacional Foto: Alan Sampaio / iG Brasília |
Alvo de denúncias de nepotismo e direcionamento de recursos federais, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, prestou na tarde desta quinta-feira esclarecimentos à Comissão Representativa do Congresso. A audiência foi agendada após um pedido do próprio ministro ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que também lidera o colegiado.
Dada a maioria absoluta da base na comissão - os oposicionistas detêm apenas 4 dos 25 cargos do órgão, o ministro tentou minimizar o desgaste provocado pela série de denúncias, inaugurada com a notícia de que teria destinado 90% dos recursos de combate a enchentes ao seu Estado, Pernambuco. A comissão é formada por 17 deputados e 8 senadores nas funções de titular. Destes, somente 3 deputados e um senador são de partidos da oposição.
No Congresso, Bezerra afirmou ter sido "técnica" a decisão de repasse de recursos para prevenção a desastres em Pernambuco. O Estado de S.Paulo mostrou que a pasta concentrou no Estado do ministro 90% dos recursos destinados a essa área. "Quero afirmar que a decisão tomada foi em avaliação técnica, de forma correta, adequada para poder remediar situação recorrente e que causou prejuízos bilionários", afirmou o ministro.
Ele atribuiu a sucessão de denúncias contra ele a uma tentativa de denegrir a imagem de seu partido, o PSB. "(O que se pretende é) atacar a imagem do meu partido, que preserva valores de impessoalidade, probidade e conduta ética", criticou
Para defender a construção de barragens em Pernambuco, destacou que o governo do Estado está entrando com metade dos recursos e que houve aprovação do Grupo Executivo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
| Foto: Alan Sampaio / iG Brasília |
Afirmou que foram recebidos 3 mil projetos na área, mas que somente 34 foram considerados aptos a receber recursos, sendo que alguns destes ainda não puderam ter dinheiro efetivamente liberados.
Falou ainda em números totais de empenho dentro da Defesa Civil para dizer que o Rio de Janeiro foi quem mais recebeu, com 20% dos recursos. Santa Catarina ficou com 17%, Pernambuco com 16% e São Paulo com 8%.
O ministro falou ainda rapidamente sobre o exercício da presidência da Codevasf por seu irmão, Clementino Coelho. Usou novamente o argumento de que a situação se sustentou no estatuto da empresa, mas não esclareceu porque Clementino perdeu até o cargo de diretor após o Estado ter revelado o caso.
O ministro tentou ainda reduzir a responsabilidade da Integração Nacional em relação a prevenção de desastres. Afirmou que a pasta só tem 12% da verba destinada a área e ressaltou algumas vezes que cabe ao ministério das Cidades o maior montante de recursos.
Concluiu sua apresentação inicial destacando sua atuação política como prefeito de Petrolina (PE), deputado e secretário estadual. Disse nunca ter tido uma conta rejeitada por órgãos de controle, mas não respondeu sobre as ações que o Ministério Público Federal de Pernambuco move contra ele.
Fonte: Ultimo Segundo
Fonte: Ultimo Segundo
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