O Irã testou este domingo mísseis de médio e longo alcance numa série de manobras militares denominadas Velayat 90, realizadas entre o Estreito de Ormuz e o oceano Índico.
Estas manobras estão a preocupar o Estados Unidos e Europa, que respondem à ameaças com um reforço sanções. Mas as ameaças parecem, no entanto, não estar a surtir efeito, pois o Irão agendou para esta segunda-feira a simulação do encerramento do Estreito de Ormuz, segundo anunciou o porta-voz militar, almirante Mahmoud Moussavi.
Em declarações à agência oficial de notícias, Irna, o comando militar explicou que «segundo este teste tático o tráfego de qualquer tipo de embarcação pelo Estreito de Ormuz será impossível».
A comunicação à imprensa serviu também para informar sobre o lançamento com sucesso de um míssil de alcance intermédio terra-ar anti-radar, os comandantes militares iranianos destacaram também o resultado positivo de um torpedo eléctrico.
Foi provado com sucesso nas manobras navais Velayat 90 que após a identificação o torpedo atingiu o alvo especificado e o resultado foi totalmente bem-sucedido"», explicou o porta-voz militar, citado pela agência EFE.
A Marinha iraniana encontra-se desde dia 24 de Dezembro a efectuar manobras navais que preocupam a comunidade internacional, pois está a ser testada a sua capacidade para fechar o Estreito de Ormuz, a entrada do Golfo Pérsico e ponto de saída de boa parte do petróleo mundial. Cerca de 40 por cento do petróleo mundial passa por este local.
UE reforça sanções ainda este mês
Este domingo, a União Europeia fez saber que espera chegar a uma decisão sobre o aumento de sanções contra o Irão até final de Janeiro, disse um porta-voz da UE. Já presidente dos EUA, Barack Obama, assinou sábado uma resolução que contempla novas sanções contra Teerão. O Irão tinha anunciado que estava pronto para novas conversações com o Ocidente sobre o seu programa nuclear e garantiu que tinha adiado os testes com mísseis de longo alcance no Golfo.
A 28 de Dezembro, o vice-Presidente iraniano Mohammad Reza Rahimi deixou bem claro que «nem uma gota de petróleo passará através do estreito de Ormuz» caso sejam impostas mais sanções ao Irão por causa do seu programa nuclear.
Por Adriano Monteiro
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