Apesar da construção de casas pelo Governo, alguns insistem em não sair. Cidade sofreu com enchentes em 2010, quando foi inundada pelo Rio Una.
Dona Lenice da Silva mora numa casa na beira do rio há 44 anos e diz que já enfrentou várias cheias, perdeu tudo, mas não quer se mudar. “Eu moro aqui e eu não vou sair da minha casa para aquelas casinhas que fizeram. Eu não vou sair de uma casa de três quartos, dois banheiros, toda na cerâmica, com tudo dentro, para uma casa que não cabe nada”, disse.
O prefeito de Palmares, José Bartolomeu, fala da dificuldade de conscientizar as pessoas. "A gente nao pode dizer que eles não podem voltar. Dizem que não tem condições, que ganham um salário mínimo e que não podem pagar aluguel de casas. Casas em Palmares que, na época, eram R$ 200 o aluguel, hoje estão valendo R$ 400", falou.
As casas anunciadas pela Companhia de Habitação para as vítimas da enchente ficam no alto do morro, longe do rio. Elas possuem 42 metros quadrados, distribuídos entre sala, dois quartos, cozinha e banheiro. Serão 16 mil até o final do ano, em 39 conjuntos habitacionais. “Para mim, foi um presente de Deus. A gente que não tinha casa pra morar, morava de aluguel. Passamos esse sofrimento da cheia e de morar um ano naquelas tendas sofrendo. É um lugar para a gente acolher nossos filhos e uma mudança de vida também”, falou a dona de casa Joelma Cristina Rodrigues.
De acordo com a Cehab, 2.059 casas estão concluídas e 812 já foram entregues. “As obras estão dentro do cronograma que foi estabelecido. É importante colocar que, além da construção das casas, foi preciso fazer um grande serviço de terraplenagem. Foram recursos da ordem de R$ 300 milhões, fruto de uma operação de crédito que o estado de Pernambuco tomou junto à Caixa Econômica. A previsão é chegar até dezembro e nós entregarmos todas. 80 mil famílias estarão ocupando seus lares”, falou o presidente da Cehab, Nilton Mota.
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