O encontro aconteceu na Superintendência da PF, no Bairro do Recife. Estão sendo investigados contratos de valores superiores a R$ 370 milhões somados. Os nomes das pessoas e empresas envolvidas no esquema não foram divulgados.
A ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão no Recife, Paudalho, Garanhuns e Maragogi, em Alagoas. Seis pessoas foram detidas, ouvidas e, em seguida, liberadas. Também foram sequestrados bens e contas bancárias estão bloqueadas. Foram apreendidos notebooks e CPUs. O material será analisado para apuração de pessoas e empresas envolvidas no esquema.
As investigações policiais estão sendo realizadas com base em relatórios de auditoria da CGU. O material apontou inúmeras e recorrentes irregularidades nas obras e serviços públicos. Além disso, foi descoberto que praticamente todos os contratos celebrados entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) e as construtoras vencedoras das licitações realizadas no Recife e na Região Metropolitana era de responsabilidade de um único servidor público.
De acordo com informações da PF, a troca de favores entre empresas e fiscalização era escancarada. A PF exemplificou que empresas contratadas para a execução de obras e serviços públicos forneceram mão de obra e material de construção para edificação de casa residencial de servidor do DNIT. E é esta residência que dá nome a operação, “Casa 101”.
Participam da operação, 60 policiais federais, 4 servidores públicos da CGU e 2 da Receita Federal. O Ministério Público Federal (MPF) também está acompanhando o caso.
A entrevista coletiva foi concedida pelo chefe adjunto da CGU em Pernambuco, Fábio da Silva Araújo, o chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários, Humberto Freire, e o superintendente da PF, Marlon Jefferson.
Fonte: Pernambuco.com
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