Empresa admitiu não ter no país equipamento para estancar vazamento de petróleo e editou fotos e vídeo sobre extensão do acidente
Hoje, a agência afirmou ainda que a Chevron pode ser proibida de participar da exploração da camada pré-sal por causa do acidente. A Chevron apresentou um plano à ANP para explorar o petróleo do pré-sal, que deve ser analisado pela diretoria da agência ainda nesta quarta-feira.
Dependendo do resultado da reunião da diretoria da ANP, a Chevron também pode ser rebaixada, ou seja, deixar de ser considerada operadora de categoria A, classificação que lhe dá autorização para explorar em águas profundas, como é o caso do pré-sal, segundo Haroldo Lima diretor-geral da ANP.
“Ela [Chevron] incorreu em um erro sério que pode prejudicar esse segundo intento [explorar o pré-sal]”, disse Haroldo Lima. “Se não for aceito [o projeto do pré-sal], é um fato grave. Uma operadora A, na área de concessão dela, não ter altura de receber autorização para perfurar até o horizonte do pré-sal”, assinalou o presidente da ANP.
Perguntado se a empresa pode ser proibida de atuar no Brasil por causa do vazamento, Haroldo Lima informou que a ANP ainda não examinou essa questão.
A subsidiária brasileira da petrolífera Chevron calcula que 2,4 mil barris de petróleo (381,6 mil litros) vazaram no Campo de Frade, na Bacia de Campos. O acidente ambiental foi detectado no último dia 8 por funcionários da Petrobras. Eles repassaram a informação à petrolífera norte-americana.
Charge:
| Ilustração: Blog do Amarildo |
Fonte: Band
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