A parcela de micro e pequenas empresas que sobrevivem aos primeiros dois anos de atividade aumentou de 71,9% para 73,1% no Brasil, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Mas Pernambuco não tem o que comemorar. O estado ocupa a pior posição entre os 27 estados do país, com uma taxa de sobrevivência equivalente a 58,2%, de acordo com a pesquisa. Em seguida, também na “lanterninha”, vêm Amazonas (58,8%) e Acre (59,8%).
O estudo do Sebrae tem como base os dados de abertura e fechamento de empresas registrados pela Receita Federal. Na pesquisa deste ano, o índice de sobrevivência das companhias foi calculado com base nos dados das empresas abertas em 2006. No ano passado, as empresas usadas na pesquisa foram as abertas em 2005.
O levantamento mostra que Pernambuco está 15,1 pontos percentuais abaixo do índice de sobrevivência nacional e 11,1% do regional.
Na divisão por setor, o estado ficou em último lugar no comércio (60%) e penúltimo em serviços (54%), acima apenas do Amazonas (50%). Na indústria, empatou com o Amazonas (60%), superando somente o Acre (59%). Na construção civil, o índice estadual foi de 54%, igual ao do Maranhão e maior que os do Acre (52%), Tocantins (48%) e Amapá (47%).
Na outra ponta da lista, como ambiente favorável ao empreendedorismo, Roraima foi o que apresentou a maior taxa de sobrevivência. No estado, 78,8% das empresas que abriram em 2006 continuaram abertas após dois anos. A Paraíba (78,7%) e o Ceará (78,7%) completam o ranking dos estados com melhores índices.
Publicação: Adriano Monteiro Fonte: Diário de Pernambuco

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