A operação batizada de “Black Ops” prendeu, nesta sexta-feira, três policiais do Rio de Janeiro acusados de integrar a quadrilha e encobrir as ações do grupo. As investigações começaram a partir da tentativa de homicídio contra o bicheiro Rogério Andrade, em abril de 2010. A partir da identificação de crimes federais ligados ao caso, as investigações passaram a ser conduzidas pela PF e pelo Ministério Público Federal.
A partir da manhã desta sexta-feira, policiais federais foram às ruas em sete estados e no Distrito Federal para cumprir 22 mandados de prisão preventiva e 119 de busca e apreensão. Os policiais atuam nos estados do Rio de Janeiro, ão Paulo, Distrito Federal, Alagoas, Pernambuco, Rondônia e Espírito Santo.Com investigações de campo e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, a investigação revelou que a quadrilha possuía ligações com membros da máfia israelense e tinha a proteção armada de policiais civis e militares do Rio.
De acordo com um comunicado divulgado pelo MPF, o esquema de lavagem de dinheiro baseava-se na compra de imóveis em nome de 'laranjas' e de concessionárias de veículos que importavam e vendiam ilegalmente carros usados – uma prática proibida no Brasil. A quadrilha também atuava na corretagem imobiliária de mansões para israelenses na Barra da Tijuca, bem como no mercado de pedras preciosas.
'Trata-se de mais uma vitória da Procuradoria da República no Rio de Janeiro na luta constante no combate à criminalidade organizada, à lavagem de dinheiro e ao jogo ilegal', diz o comunicado, destacando a avaliação dos procuradores envolvidos na operação.
Publicação: Adriano Monteiro Fonte: Blog do Magno
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