Como se não bastasse a greve dos correios, agora é a vez dos bancários reivindicar por melhores salários, enquanto isso: nos bastidores a população é quem sofre com a paralisação de serviços básicos e essenciais do dia-a-dia.
Em reunião nesta sexta-feira (23), a nova proposta de reajuste salarial de 8% apresentada pela FENABAN (Federação Nacional de Bancos). O índice representa apenas 0,56% de aumento real. A categoria reivindica reajuste de 12,8% (5% acima da inflação). Os bancários anunciaram entrar em greve na próxima terça-feira (27), como decidido pelas assembleias realizadas quinta-feira (22), caso a nova proposta não fosse aceita.Os trabalhadores reclamam ainda que não houve avanços em relação a outros pontos, como maior participação nos lucros. "Desde o início apostamos no processo de negociação, mas, com essa nova proposta, vamos intensificar a mobilização da categoria em todo o país para realizar uma greve ainda mais forte, a fim de arrancar dos bancos uma proposta decente", disse o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.
A Fenaban, por meio de nota, apresentou os detalhes da proposta e manifestou a intenção de continuidade das negociações. “Após avaliação da nova proposta pelos bancários, as partes devem marcar novo encontro para dar prosseguimento aos acertos visando a renovação da convenção coletiva de trabalho”.
Por Adriano Monteiro
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